Archive for Janeiro, 2010

Kátia Abreu lança livro em Gurupi

Janeiro 31, 2010

A senadora tocantinense se envereda agora pelos caminhos da literatura, abordando a defesa da classe produtora rural

A senadora Kátia Abreu (DEM), marcou para o próximo dia 6, o lançamento em Gurupi, de seu livro 2 palavras + 11 argumentos – publicado pelas Edições Dédalo. A noite de autógrafos acontece às 19h30, no Centro Cultural Mauro Cunha.

O livro apresenta uma amostragem da série de tabus quebrados pela atuação da senadora e descritos no livro: o maior deles foi se impor como protagonista do debate ambiental, do qual os produtores rurais eram até então excluídos – lançou pioneiramente o grito Desmatamento zero!

Humorada, citando poetas e argumentos econômicos, Kátia Abreu descreve passo-a-passo, como se fosse uma receita culinária, como rege sua equipe de colaboradores para definir objetivos, sempre estabelecendo parâmetros para que todos percebam o nexo, como ela diz, “entre o que pensamos, falamos e fazemos”.

A senadora Kátia Abreu também demonstra, com exemplos concretos, seu polêmico estilo de fazer política: cordial, moderno, tolerante e, principalmente, conseqüente. Como se viu quando relatou no Senado a vitoriosa extinção do Imposto do Cheque, CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Escrevendo como quem conversa, com palavras simples, frases diretas e imagens vivas – pulverizando “preconceitos para afirmar conceitos” – desvenda como foi elaborada a sua primeira declaração ao assumir a liderança da agropecuária nacional, a partir de duas palavras, Afirmação & Ruptura, que se tornaram emblemáticas.

Evento no Ibirapuera em solidariedade às lideranças bahá’ís presas em Teerã

Janeiro 30, 2010

Convite para movimento em defesa dos Yarán

Em uma movimentação inédita em defesa das lideranças bahá’ís que serão julgados no Irã no dia 7 de fevereiro, foi marcado um encontro no viveiro Manequinho Lopes, no Parque do Ibirapuera em São Paulo, pelo Comitê Paulista para a Década da Cultura de Paz (Conpaz), a United Religions Intitiative (URI), Rede de Ação pela Paz, a Frente pela Liberdade no Irã, a Secretaria de Direitos Humanos e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de São Paulo.

Essa é uma iniciativa independente com vistas à proteção dos bahá’ís no Irã e partiu de uma corrente de e-mails entre líderes religiosos, capitaneada pelo Secretário do Verde e do Meio Ambiente do Município de São Paulo, Eduardo Jorge.

Na ocasião, a Comunidade Bahá’í de São Paulo realizará orações pelos sete bahá’ís que irão a julgamento em 7 de fevereiro, assim como pelos dez bahá’ís presos em 3 de janeiro de 2010 no Irã, acusados de se evolverem com as manifestações contra o governo no feriado sagrado da Ashura. Outras comunidades locais realizarão reuniões de orações no próprio dia 7 de fevereiro.

As orações oferecidas pelos bahá’ís em todo o mundo têm sido uma constante fonte de conforto e apoio para os antigos membros do Yarán, os quais têm suportado sua longa provação com heróica firmeza e paciência. A Comunidade Bahá’í do Brasil agradece imensamente a iniciativa e conta com a participação da população de São Paulo e arredores.

A laranjeira do Ibirapuera foi plantada em novembro de 2008, numa cerimônia simbólica que atraiu pessoas de todas as religiões. À época, Eduardo Jorge fez um caloroso elogio aos princípios de amor e unidade de todo o gênero humano promovidos pela Comunidade Bahá’í e agradeceu aos iranianos “que vieram ao Brasil trazer essa mensagem e essa ‘semente’ maravilhosa”.

Agende-se:

Solidariedade aos Líderes Bahá’ís

4 de fevereiro de 2010

UMAPAZ – Parque do Ibirapuera – São Paulo

Maiores informações: (11) 3085 4628

Vídeo – Rapaz de bem, por Johnny Alf

Janeiro 27, 2010

Coisas de poeta

Janeiro 26, 2010

Tá certo, tá certo…

Janeiro 26, 2010

É curioso
quando certas pessoas
conseguem a proeza
de terem razão
mesmo quando estão erradas.

O Cordel do Big Brother Brasil, um programa imbecil

Janeiro 26, 2010


Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.

* * *

Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.

É autor de um dos mais recentes e estrondosos sucessos da Internet, o cordel Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso.

Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.

Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.

Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.

Possui incontáveis trabalhos em jornais, revistas e antologias, com mais de 100 folhetos de cordel publicados sobre temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.

Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.

Paz Mundial é possível…

Janeiro 24, 2010

Diógenes Marcondes (*)

Caro amigo leitor, meditando sobre a possibilidade da Paz Mundial, podemos lançar nossos olhares para a mãe Natureza e nela percebermos que em tudo que existe, podemos encontrar forças agregadoras que são capazes de manter uma associação de elementos diferentes, formando cada ser. E percebemos também que quando essas forças deixam de atuar então as coisas deixam de existir. Com o ser humano não é diferente, para existir o homem depende das forças agregadoras que possibilitam a formação dos diferentes órgãos do corpo e, além disso, permitem que esses órgãos interajam entre si de maneira harmoniosa, dando ao indivíduo a condição de saúde necessária à vida.

Quando, porém, tais forças param de agir, então temos a morte e a desintegração dos elementos que antes formavam o nosso corpo.Sabemos que essas forças integradoras agem em todo o universo, ligando todos os corpos em uma grande teia universal.

Nessa teia um elemento coopera com o outro para continuar a existir, quando cessa a cooperação e a harmonia, então aparece a desintegração.Agora, quando voltamos os nossos olhos para a sociedade humana, descobrimos que devem existir forças espirituais que a mantém construindo sua unidade progressivamente. Isso mesmo. Gradativamente os homens ao longo de sua existência neste Planeta estão aprendendo a usar essas forças para construir sua unidade. Primeiro, eles viviam sós ou em pequenas famílias, depois em pequenos clãs e com o passar do tempo se uniram em tribos, cidades, cidades-estados e finalmente em grandes nações. Nesse processo percebemos que as mesmas forças espirituais agregadoras agiram para fortalecer cada avanço. E entre elas encontramos a mais fortes: o Amor.

É esse amor que nos ajudará a eliminar gradativamente aqueles preconceitos raciais, religiosos, de classe, de cor, culturais que nos impedem de ver que toda a humanidade pode ser unida como “…os raios do mesmo sol e as gotas do mesmo mar” – Os homens sendo diferentes uns dos outros são como os elementos que compõe o universo, que mesmo sendo tão diferentes e ocupando espaços tão distantes, ainda assim coexistem em perfeita harmonia.

Para derramar luz sobre essas reflexões cito o sábio persa Abdu’l-Bahá (1844-19210) que nos diz: “Considerem as flores do jardim, ainda em classe cor e forma, sem dúvida, como se refrescam pelas águas de uma só primavera, revivem pelo hálito de uma só brisa, se revigoram pelos raios de um só sol, esta diversidade aumenta seu encanto e realça sua beleza. Como seria desagradável à vista se todas as flores e plantas, as folhas e botões, os frutos, os ramos e as árvores do jardim fossem todos da mesma cor! A diversidade de cor, tipo e forma enriquece e adorna o jardim e faz mais agradável seu efeito.”

“Do mesmo modo quando distintas matizes de pensamentos, temperamentos e caráter se juntam sob o poder e a influência de um ideal comum à beleza e a glória da perfeição humana serão reveladas e manifestas”.

Então, podemos concluir que apesar do momento crítico que vivemos, sob a ameaça de um conflito mundial que pode varrer o homem da face do Planeta, ou pior poder varrer o Planeta do universo, ainda assim a humanidade caminha intrépida no seu processo de unificação e o próximo passo e o mais glorioso, que marca a idade da maturidade dessa humanidade, é a paz mundial, fazendo da terra: ” Um só País e dos seres humanos seus cidadãos”, como afirmou o profeta fundador da Fé Bahá’í Bahá’u’lláh (1817-1892).

Diógenes Marcondes  é professor

Discriminação

Janeiro 24, 2010

Cartaz (traduzido) divulgado na Espanha para evitar a discriminação contra estrangeiros. É bom também para nossa reflexão!!!

Assim se passaram 20 anos…

Janeiro 22, 2010

Parece que foi ontem, mas já faz 20 anos que tudo começou como quem não quer nada. Apenas começando. Era mais curtição… Era mais um jornalzinho de recados pra circular, principalmente, nos bares da cidade.

O nosso Cocktail, hoje, um jornal respeitável, nasceu informalmente numa época em que publicar um jornal por estas paragens, muitas vezes, era uma verdadeira aventura, diante das inúmeras dificuldades que se encontrava.

Deve ser por isso que ao longo desse tempo vi surgir várias publicações em Gurupi, grande parte, não durou muito. Mas o nosso Cocktail, que nasceu planfetário, definitivamente fincou suas raízes na Capital da Amizade, foi crescendo, amadurecendo, se consolidando cada vez mais como veículo de comunicação e hoje é o grande destaque da imprensa escrita do interior tocantinense.

O engraçado (agora é engraçado) que no início de tudo, o Cocktail era do tamanho de uma lauda de papel, dobrada ao meio, com oito páginas, mas que dava um trabalho medonho para fazer, pois não tínhamos a facilidade de um computador para diagramar.

Os textos eram feitos em máquina de escrever elétrica e os títulos das matérias eram montados letra por letra, recortados e depois colados. Apesar das dificuldades iniciais, confesso que foi gostoso viver aquela experiência. Ao longo desses 20 anos fui (e ainda continuo sendo), testemunha ocular de fatos pitorescos que marcaram a trajetória do jornal e a história da cidade, tanto que muitos desses fatos foram devidamente registrados na minha coluna Pinga-Fogo, que continua resistindo ao tempo.

O tempo passou e, de repente, me deparo com uma constatação: da chamada “velha-guarda” do Cocktail só eu e o Paulo Albuquerque ainda resistimos. Alguns já passaram pela redação do jornal e seguiram seus caminhos, mas nós dois ainda estamos firmes no batente, esperançosos, é claro, de continuarmos nessa trajetória por muitos e muitos anos mais.

Diante dessas despretensiosas considerações quero agradecer a preferência (e a paciência) de todas as pessoas que ao longo desses vinte anos nos prestigiaram com a habitual leitura.

Nesses 20 anos do jornal Cocktail vocês foram e sempre serão o principal motivo de nossa existência. A vocês, leitores, rendemos nossas sinceras homenagens e externamos nossos sentimentos de gratidão.

“Árvore milagrosa”

Janeiro 16, 2010

Corria o ano de 2001 quando mais um fato curioso chamou a atenção dos moradores de Gurupi e reacendeu a chama da esperança nos coração de muita gente.

Uma árvore no canteiro central da avenida Mato Grosso com a rua 2, e que estava com boa parte de sua galhada seca, de uma hora para outra, começou a jorrar água por meio de um buraco em seu tronco. Tal “fenômeno” foi visto por muitos como um verdadeiro milagre.

Não faltou quem se ajoelhasse aos pés da árvore para fazer uma prece e solicitar uma graça. Afinal, para quem tem fé, a esperança é a última que morre.

As pessoas chegavam de tudo que é canto da cidade. Algumas traziam até garrafas para levar para cassa aquilo que consideravam de “líquido milagroso”. Outras, juravam que depois de terem tomado dessa água, tinha ficado curadas de alguma enfermidade. Dezenas de pessoas passavam os dias a observar a árvore que derramava água em abundância e já estava sendo apontada como milagrosa.

O reboliço estava grande. Teve até quem acendeu algumas velas no local. Até o meu compadre, Bené de Sena, que sempre se destacou por seu espírito empreendedor, mas que naquele momento se encontrava sem serviço, me confidenciou que pretendia engarrafar um pouco dessa água para vender bem baratinho na Feira da Rua 7, aos domingos.

Três dias depois do ocorrido, chegam ao local dois operários da Cpmanhia de Saneamento do Tocantins, e pedem as pessoas que se afastem um pouco e, sem cerimônia alguma, começam a cavar no asfalto., próximo Pa árvora. Consertam um vazamento na tubulação da adutora e vão embora.

E foi assim, como um milagre, a água parou de jorrar da árvore. As pessoas se afastaram silenciosamente do local e ninguém mais falou sobre esse assunto.