Paz Mundial é possível…

Diógenes Marcondes (*)

Caro amigo leitor, meditando sobre a possibilidade da Paz Mundial, podemos lançar nossos olhares para a mãe Natureza e nela percebermos que em tudo que existe, podemos encontrar forças agregadoras que são capazes de manter uma associação de elementos diferentes, formando cada ser. E percebemos também que quando essas forças deixam de atuar então as coisas deixam de existir. Com o ser humano não é diferente, para existir o homem depende das forças agregadoras que possibilitam a formação dos diferentes órgãos do corpo e, além disso, permitem que esses órgãos interajam entre si de maneira harmoniosa, dando ao indivíduo a condição de saúde necessária à vida.

Quando, porém, tais forças param de agir, então temos a morte e a desintegração dos elementos que antes formavam o nosso corpo.Sabemos que essas forças integradoras agem em todo o universo, ligando todos os corpos em uma grande teia universal.

Nessa teia um elemento coopera com o outro para continuar a existir, quando cessa a cooperação e a harmonia, então aparece a desintegração.Agora, quando voltamos os nossos olhos para a sociedade humana, descobrimos que devem existir forças espirituais que a mantém construindo sua unidade progressivamente. Isso mesmo. Gradativamente os homens ao longo de sua existência neste Planeta estão aprendendo a usar essas forças para construir sua unidade. Primeiro, eles viviam sós ou em pequenas famílias, depois em pequenos clãs e com o passar do tempo se uniram em tribos, cidades, cidades-estados e finalmente em grandes nações. Nesse processo percebemos que as mesmas forças espirituais agregadoras agiram para fortalecer cada avanço. E entre elas encontramos a mais fortes: o Amor.

É esse amor que nos ajudará a eliminar gradativamente aqueles preconceitos raciais, religiosos, de classe, de cor, culturais que nos impedem de ver que toda a humanidade pode ser unida como “…os raios do mesmo sol e as gotas do mesmo mar” – Os homens sendo diferentes uns dos outros são como os elementos que compõe o universo, que mesmo sendo tão diferentes e ocupando espaços tão distantes, ainda assim coexistem em perfeita harmonia.

Para derramar luz sobre essas reflexões cito o sábio persa Abdu’l-Bahá (1844-19210) que nos diz: “Considerem as flores do jardim, ainda em classe cor e forma, sem dúvida, como se refrescam pelas águas de uma só primavera, revivem pelo hálito de uma só brisa, se revigoram pelos raios de um só sol, esta diversidade aumenta seu encanto e realça sua beleza. Como seria desagradável à vista se todas as flores e plantas, as folhas e botões, os frutos, os ramos e as árvores do jardim fossem todos da mesma cor! A diversidade de cor, tipo e forma enriquece e adorna o jardim e faz mais agradável seu efeito.”

“Do mesmo modo quando distintas matizes de pensamentos, temperamentos e caráter se juntam sob o poder e a influência de um ideal comum à beleza e a glória da perfeição humana serão reveladas e manifestas”.

Então, podemos concluir que apesar do momento crítico que vivemos, sob a ameaça de um conflito mundial que pode varrer o homem da face do Planeta, ou pior poder varrer o Planeta do universo, ainda assim a humanidade caminha intrépida no seu processo de unificação e o próximo passo e o mais glorioso, que marca a idade da maturidade dessa humanidade, é a paz mundial, fazendo da terra: ” Um só País e dos seres humanos seus cidadãos”, como afirmou o profeta fundador da Fé Bahá’í Bahá’u’lláh (1817-1892).

Diógenes Marcondes  é professor

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