Archive for Abril, 2011

Patativa do Assaré conta a história do tico-tico

Abril 30, 2011

Doutos letrados

Abril 27, 2011

Arte by Venes Caitano

Festival Cultural movimenta Colinas do Tocantins e região

Abril 27, 2011

O mês de maio promete movimentar a cidade de Colinas do Tocantins, no norte do Estado, com a terceira edição do Festival Cultural da cidade. O evento é promovido pelo Governo Municipal, por meio da Diretoria Municipal de Cultura. Ao todo, mais de R$ 12 mil reais serão distribuídos como premiação entre os vencedores das categorias  Dança, Música, Teatro e Poesia.

A inscrição para o Festival é gratuita e pode ser feita via Sedex ou diretamente na sede da Diretoria Municipal de Cultura, localizada na Rua Raul do Espírito, S/Nº – Setor Central. CEP: 77760-000. Colinas do Tocantins-TO.

Para ter acesso ao regulamento completo e ficha de inscrição, clique AQUI

As inscrições no segmento Dança poderão ser feitas, presencialmente até o dia 16 de maio, ou por Sedex, via Correios, até o dia 13 de maio.

Já a área de Música foi dividida nas modalidades Inédita, Gospel e Livre. Para participar é necessário ter mais de 16 anos e ainda não ter gravado CD. As inscrições poderão ser feitas até o dia 13 de maio. A final ocorre no dia 21 de maio.

O certame ligado ao segmento Poesia será realizado nos dias 19 e 20 de maio e contará com duas categorias, sendo elas Livre e Rede Municipal. As inscrições para esse segmento vão até o dia 16 de maio.

Em relação ao segmento Teatro, as  inscrições poderão ser efetuadas presencialmente até o dia 16 de maio ou por Sedex, via Correios, até o dia 13 de maio.

Serão escolhidos 12 trabalhos cênicos que se apresentarão no dia 18 de maio.

Cordel é o tema do Sarau Literário do Sesc Ler de Gurupi

Abril 26, 2011

Com aproximadamente 3.000 títulos totalmente informatizados entre livros em gerais, com destaque para livros literário infantil e adulto, jornais e revistas, DVD e CD, a nova estrutura da Biblioteca do SESC Ler de Gurupi será entregue à comunidade na quinta-feira (28), com a realização da segunda edição do 2ª edição do projeto Sarau Literário, que este ano ganhou o  tema  “Cordel e o Cantador”.

Na programação do Sarau Literário estarei fazendo um recital de poesias e falando um pouco sobre a influencia da Literatura de Cordel na  cultura popular brasileira.

O Sarau é aberto a toda a comunidade e vai contar ainda,  com apresentação de releitura de cordel, contenda, piadas, músicas nordestinas, repentes, dança, adivinha, trava língua e teatro.

Bom-humor e fina ironia permeiam texto de autor gurupiense

Abril 22, 2011

Por Haron Gamal

 

É importante que se escrevam livros como Histórias da história de Gurupi, de Zacarias Martins. O município, que fica em Tocantins, a 245 km de Palmas, com sua população em torno dos 85.000 habitantes parece ser bastante simpático, e o livro de Zacarias traz crônicas sobre a cidade e sua história ressaltando os problemas urbanos, políticos, administrativos e fatos do folclore local.

Como diz Maria Wellitania de Oliveira Cabral, nas primeiras páginas, apresentando a obra: “As crônicas de Zacarias Martins registram o apelo do cidadão gurupiense situado em determinações que limitam a sua comunicação e o seu reconhecimento pleno.” O Brasil é constituído em sua maioria por municípios de porte médio ou mesmo pequeno e um livro que permite ao cidadão saber o que acontece na sua cidade, possibilitando que ele desenvolva uma visão crítica sobre o meio em que vive é um passo enorme. Não posso falar especificamente sobre a imprensa local, mas em todas as cidades brasileiras o que predomina é o mascaramento da informação, que tem como objetivo beneficiar, em primeiro lugar, o interesse dos proprietários dos jornais. Portanto, a discussão aberta num livro isento e a priori sem objetivos comerciais só tende a levar a população ao esclarecimento e arremessar para longe a máscara que esconde a verdade.

Hospital Delfino Aguiar, o primeiro de Gurupi, em-1976. Hoje funciona no local a Policlínica Luís dos Santos Filho

Zacarias tem uma escrita bem-humorada, sabe tratar com leveza os assuntos pelos quais se aventura. Crônicas como “Cultura desemplacada”, que trata do sumiço das placas inaugurais de administrações anteriores é muito interessante. Imaginamos o escritor, como um detetive, saindo à procura das placas e dos autores do desemplacamento. O texto mostra a mesquinhez política de muitos administradores que não conseguem conviver com o sucesso daqueles que os antecederam. Até mesmo a placa comemorativa da inauguração de um centro cultural desapareceu misteriosamente e com ela o nome de Zacarias, que na época presidia o Conselho Municipal de Cultura. Diz o autor que esse mesmo centro cultural foi utilizado muitas vezes como local de velórios. Ele não poupa críticas: “A transformação improvisada do Centro Cultural Mauro Cunha em capela mortuária paralisava todas as atividades culturais ali realizadas, até mesmo o funcionamento da Biblioteca Pública Municipal Professora Deusina.

Entrada Sul de Gurupi nos dias atuais

Uma outra crônica aborda a questão da concessão de uma pensão especial às viúvas de ex-vereadores “que faleceram ou que venham a falecer durante o exercício do mandato parlamentar”. O cronista, além de criticar duramente a medida, conta um fato pitoresco a respeito de outra cidade onde a mesma lei vigorou: “Há alguns anos, A câmara de vereadores de uma cidadezinha do interior de Minas também chegou a aprovar um projeto semelhante e, misteriosamente, nove dos seus dez vereadores morreram.” Segundo ele, o acontecimento foi tão alarmante que nem os suplentes quiseram tomar posse. A confusão foi solucionada com um ato corajoso do presidente da casa, que colocou fim à questão: “apresentou um projeto revogando todos os dispositivos da lei que criava pensão vitalícia para as viúvas.”

Vista Panorâmica do Centro de Gurupi

Como não poderia deixar de ser, o bom humor predomina até mesmo na última crônica quando, numa solenidade da Câmara, um cego se dispõe a ler a bíblia, e o faz com perfeição.

Conforme pude constatar no livro de Zacarias, a cidade de Gurupi permite uma vida tranquila e em harmonia com a natureza.

Conta o autor que, certa vez, a cidade sofreu uma ameaça de bomba. Suspeitaram até mesmo de Osama Bin Laden. Logo constataram que a ameaça era real, mas ela vinha de uma bomba d’água esquecida sobre a mesa de uma agência da bancária!

Destaco também as fotos que enriquecem cada crônica apresentando ângulos da cidade, de sua vida passada, da atual e de alguns monumentos e pontos turísticos.

Apesar da tendência ao hilário, o livro é sério. Todo cidadão consciente, que domina o idioma, deveria seguir o exemplo de Zacarias e fazer uma leitura crítica de sua cidade. Assim se poderia chegar a uma vida mais feliz.

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Haron Gamal  é Doutor em Literatura Brasileira pela UFRJ,  professor de Literatura da Fafima (Faculdade de Ciências e Letras de Macaé) e professor de português do Estado do Rio de Janeiro. Leciona Português e lLteratura para o Ensino Médio. Colabora no JB online e no Globo.

Monumento da Entrada Sul de Gurupi, inaugurado em 1998,  na gestão do prefeito Tadeu Gonçalves e demolido na gestão do prefeito João Cruz

Impressões Quintananas

Abril 20, 2011

Arte: Arradium

“O que me impressiona,
à vista de um macaco,
não é que ele tenha sido nosso passado:
é este pressentimento
de que ele venha a ser nosso futuro.”

MARIO QUINTANA
1906 – 1994

Por aclamação, Odir Rocha é eleito presidente da Academia Palmense de Letras

Abril 20, 2011

Odir Rocha: presidente da APL

A nova diretoria da Academia Palmense de Letras (APL), foi eleita ontem, por aclamação, tendo à frente o poeta, contista e pesquisador em História Odir Rocha.  Também fazem parte da nova diretoria da APL, os escritores Dídimo Helono Póvoa (vice-presidente), Humberto Damasceno (secretário) e Osmar Casagrande (tesoureiro).

Além de integrante da Academia Palmense de Letras, onde ocupa  a ocupa a cadeira nº 12, Odir Rocha também pertence à  da Academia Tocantinense de Letras, onde é titular da e a cadeira nº 29. Também é presidente do Conselho Municipal de Cultura de Palmas

Árvore milagrosa

Abril 18, 2011

Corria o ano de 2001 quando mais um fato curioso chamou a atenção dos moradores de Gurupi e reacendeu a chama da esperança nos coração de muita gente.

Uma árvore no canteiro central  da avenida Mato Grosso com a rua 2, e que estava com boa parte de  sua galhada seca, de uma hora para outra, começou a jorrar água por meio de um buraco em seu tronco.

Tal “fenômeno” foi visto por muitos como um verdadeiro milagre. Não faltou quem se ajoelhasse aos pés da árvore para fazer uma prece e solicitar uma graça. Afinal, para quem  tem fé, a esperança é a última que morre.

As pessoas  chegavam de tudo que é canto da cidade. Algumas traziam até garrafas para levar para cassa aquilo que consideravam de “líquido milagroso”. Outras, juravam  que depois de terem tomado dessa água, tinha ficado curadas de alguma enfermidade.

Dezenas de pessoas passavam os dias a observar a árvore que derramava água em abundância e já estava sendo apontada como milagrosa.

O reboliço estava grande. Teve até quem acendeu algumas velas no local. Até o meu compadre, Bené de Sena, que sempre se destacou por seu espírito empreendedor, mas que naquele momento se encontrava sem serviço, me confidenciou que pretendia engarrafar um pouco dessa água para vender bem baratinho na Feira da Rua 7, aos domingos.

Três dias depois do ocorrido, chegam ao local dois operários da Saneatins que pedem as  pessoas que se afastem  um pouco e, sem cerimônia alguma,  começam a cavar no asfalto. Consertam um vazamento na tubulação da adutora e vão embora.

E foi assim, como um milagre, a água parou de jorrar da árvore. As pessoas se afastaram silenciosamente do local e ninguém mais falou sobre esse assunto.

A esperança nunca morre

Abril 16, 2011

By Venes Caitano

Lembrando Clarice

Abril 12, 2011

Clarice Lispector em traços de Fraga

 

“E porque eu quero, temo.
Muitas vezes foi o medo
que me tomou pela mão
e me levou.
O medo me leva ao perigo.
E tudo o que eu amo é arriscado.”

CLARICE LISPECTOR
1920 – 1977