Posts Tagged ‘Bahá’í’

Irã é tema de livro e de debate na TV Estadão

Fevereiro 4, 2010

O cineasta e filho de iranianos Flavio Rassek e a escritora Marcia Camargos foram entrevistados, na TV Estadão pela jornalista Adriana Carranca, do jornal “O Estado de S. Paulo”. O tema das violações dos direitos humanos no Irã foi abordado com muita propriedade pelos entrevistados. Vale a pena conferir!

DICA DE LEITURA

Para quem deseja saber mais sobre o Irã dos aiatolás, eu recomendo a leitura do livro “A Travessia do Albatroz – Amor e Fuga no Irã dos Aiatolás” (Geração Editorial, 294 págs., R$ 39,90),de Marcia Camargos.

Construído a partir do relato de um refugiado iraniano que vive no Brasil, narra a história de Kurosh Majidi, um jovem na época da Revolução (1979), e de seu amigo Behruz, que é seduzido pelo discurso radical xiita. Enquanto Kurosh evita alistar-se no Exército, Behruz parte para a luta na sangrenta guerra Irã-Iraque, nos anos 1980.

O albatroz do título é uma referência à ave migratória – a fuga de Kurosh torna-se a questão central do livro quando a situação política torna-se insustentável para um rapaz que gostava dos Beatles e de estrelas pops iranianas. A edição do livro não esconde o desejo de fazer dessa história um best seller. Belas fotos e mapas procuram tornar o livro, ao mesmo tempo, mais “gordo” (em volume) e mais “leve” (como leitura). O texto é claro e procura ser didático quando a autora julga isso necessário, apresentando detalhadamente alguns aspectos culturais do Irã menos conhecidos do público.

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Dia das Nações Unidas

Outubro 23, 2009

onu01*Por Iradj Roberto Eghrari

Comemora-se no dia 24 de outubro o “Dia da Organização das Nações Unidas”, estabelecida em 1945, após o término da segunda Guerra Mundial. Desde a sua fundação, a ONU tem atuado como o mais destacado organismo de caráter internacional e a data que comemora sua existência deve servir como uma ocasião de reflexão a respeito do ideal da unidade e da paz mundial.

Para que uma efetiva e duradoura unidade seja estabelecida é necessário que certos requisitos sejam cumpridos. O atual sistema de relações internacionais precisa ser aperfeiçoado pois, ainda está baseado em injustiças que, se não forem eliminadas, serão a causa de graves conflitos, cujos primeiros sinais já podem ser plenamente percebidos. Se tais aperfeiçoamentos não forem feitos, será inevitável que a desconfiança e o rancor acabem por destruir os sonhos de harmonia e entendimento depositados na ONU, assim como aconteceu com sua predecessora, a Liga das Nações.

Nenhum tipo de esforço em prol da paz será dotado de efeito se não for sincero e pleno de verdadeiro amor. Segundo Bahá’u’lláh, profeta fundador da Fé Bahá’í, há mais de um século declarou: “Sois os frutos de uma só árvore e as folhas de um único ramo… A Terra é um só país e os seres humanos são seus cidadãos.” Todas as Suas obras estão cheias de referências à unidade da humanidade. Segundo seus escritos sagrados afirmou que agora é o tempo em que a humanidade pode estabelecê-la definitivamente, com a tão esperada paz mundial. O processo de unificação por que passou a humanidade: desde a família, o clã, a tribo, a cidade-estado e, agora, o estado nacional deve, finalmente, atingir a unidade total de todas as nações e todos os povos.

Porém, é necessário mais do que pensamentos de paz e amor, ainda que estes sejam o fundamento de toda conquista da paz. É necessário estabelecer um tribunal internacional com representantes eleitos de todas as nações, cuja função seria “resolver pelo arbitramento tudo o que de outro modo poderia causar guerra”. É claro que tal Supremo Tribunal não poderá estar à mercê de decisões privilegiadas de alguns membros mais fortes. A decisão de todos deverá ser igualmente valorizada.

Outros requisitos à unidade, além do arbitramento internacional são: uma língua internacional auxiliar, o desarmamento simultâneo das nações do mundo e a participação igualitária das mulheres nos assuntos da sociedade. Todas estas questões estão, irremediavelmente, progredindo para seu destino.

Hoje a humanidade tem condições de estabelecer a unidade. É preciso que todos lutem por ela. Bahá’u’lláh deixa a certeza de que “dentro em breve a ordem atual será posta de lado e uma nova será estendida em seu lugar”.

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*Iradj Roberto Eghrari, diretor de Relações Institucionais da Comunidade Bahá’í do Brasil –  E-mail: ascom@bahai.org.br

Comunidade Bahá’í intensifica ações em Gurupi

Outubro 12, 2009
Em entrevista a uma emissora de TV de Gurupi, Pejman Samoori explicou os preceitos da Fé Bahá'í

Em entrevista ao repórter Netto Reis, da Sil TV (Rede TV!) de Gurupi, o professor Pejman Samoori explicou os preceitos da Fé Bahá'í

Considerada religião mundial, independente, com suas próprias leis e escrituras sagradas, surgida na antiga Pérsia, atual Irã em 1844, a Fé Bahá’í foi fundada por Bahá’u’lláh, título de Mirzá Husayn Ali (1817-1892) e não possui dogmas, rituais, clero ou sacerdócio.

Com aproximadamente 7 milhões de adeptos, a Comunidade Bahá’í é a segunda religião mais difundida no mundo, superada apenas pelo Cristianismo, conforme afirma a Enciclopédia Britânica. Os bahá’ís residem em 178 países do mundo, em praticamente todos os territórios e ilhas do globo.  No Brasil a Comunidade Bahá’í está estabelecida desde fevereiro de 1921 e hoje é reconhecida por estabelecer projetos de desenvolvimento econômico e social em diversas regiões do país Já no Tocantins, os bahá’ís estão presentes em Palmas e Gurupi.

Com  o objetivo de difundir os preceitos da Fé  e dar suporte às ações desenvolvidas pela Comunidade Local,  o professor universitário Pejman Samoori esteve no domingo e no feriado de segunda-feira, 12, visitando a Comunidade Bahá’í  de Gurupi, cujo ponto de referência é a Estância Casa Branca, de propriedade da escritora Ednéa Rezende. Samoori também participou de atividades promovidas pela Comunidade Bahá’í numa propriedade rural a 12 km da cidade.

Na oportunidade, Pejman Samoori explicou que a Fé Bahá’í tem como forte característica a unidade perfeita entre as condutas espiritual e social de cada ser humano. Assim, em seus escritos (tanto os revelados por Bahá’u’lláh e ‘Abdu’l-Bahá, quanto nos de escritores nossos contemporâneos) há muitos aspectos que se relacionam com nossa vida cotidiana, abordando temas vitais para a adequada evolução do homem no planeta, como a paz mundial, a preservação do meio ambiente, a eliminação de todo tipo de preconceito, entre outros.

“Por outro lado, a vida comunitária Bahá’í também tem suas peculiaridades, como a prática anual do jejum, por exemplo, além de seguir um calendário próprio.”, ressaltou.