Posts Tagged ‘História de Gurupi’

Bom-humor e fina ironia permeiam texto de autor gurupiense

Abril 22, 2011

Por Haron Gamal

 

É importante que se escrevam livros como Histórias da história de Gurupi, de Zacarias Martins. O município, que fica em Tocantins, a 245 km de Palmas, com sua população em torno dos 85.000 habitantes parece ser bastante simpático, e o livro de Zacarias traz crônicas sobre a cidade e sua história ressaltando os problemas urbanos, políticos, administrativos e fatos do folclore local.

Como diz Maria Wellitania de Oliveira Cabral, nas primeiras páginas, apresentando a obra: “As crônicas de Zacarias Martins registram o apelo do cidadão gurupiense situado em determinações que limitam a sua comunicação e o seu reconhecimento pleno.” O Brasil é constituído em sua maioria por municípios de porte médio ou mesmo pequeno e um livro que permite ao cidadão saber o que acontece na sua cidade, possibilitando que ele desenvolva uma visão crítica sobre o meio em que vive é um passo enorme. Não posso falar especificamente sobre a imprensa local, mas em todas as cidades brasileiras o que predomina é o mascaramento da informação, que tem como objetivo beneficiar, em primeiro lugar, o interesse dos proprietários dos jornais. Portanto, a discussão aberta num livro isento e a priori sem objetivos comerciais só tende a levar a população ao esclarecimento e arremessar para longe a máscara que esconde a verdade.

Hospital Delfino Aguiar, o primeiro de Gurupi, em-1976. Hoje funciona no local a Policlínica Luís dos Santos Filho

Zacarias tem uma escrita bem-humorada, sabe tratar com leveza os assuntos pelos quais se aventura. Crônicas como “Cultura desemplacada”, que trata do sumiço das placas inaugurais de administrações anteriores é muito interessante. Imaginamos o escritor, como um detetive, saindo à procura das placas e dos autores do desemplacamento. O texto mostra a mesquinhez política de muitos administradores que não conseguem conviver com o sucesso daqueles que os antecederam. Até mesmo a placa comemorativa da inauguração de um centro cultural desapareceu misteriosamente e com ela o nome de Zacarias, que na época presidia o Conselho Municipal de Cultura. Diz o autor que esse mesmo centro cultural foi utilizado muitas vezes como local de velórios. Ele não poupa críticas: “A transformação improvisada do Centro Cultural Mauro Cunha em capela mortuária paralisava todas as atividades culturais ali realizadas, até mesmo o funcionamento da Biblioteca Pública Municipal Professora Deusina.

Entrada Sul de Gurupi nos dias atuais

Uma outra crônica aborda a questão da concessão de uma pensão especial às viúvas de ex-vereadores “que faleceram ou que venham a falecer durante o exercício do mandato parlamentar”. O cronista, além de criticar duramente a medida, conta um fato pitoresco a respeito de outra cidade onde a mesma lei vigorou: “Há alguns anos, A câmara de vereadores de uma cidadezinha do interior de Minas também chegou a aprovar um projeto semelhante e, misteriosamente, nove dos seus dez vereadores morreram.” Segundo ele, o acontecimento foi tão alarmante que nem os suplentes quiseram tomar posse. A confusão foi solucionada com um ato corajoso do presidente da casa, que colocou fim à questão: “apresentou um projeto revogando todos os dispositivos da lei que criava pensão vitalícia para as viúvas.”

Vista Panorâmica do Centro de Gurupi

Como não poderia deixar de ser, o bom humor predomina até mesmo na última crônica quando, numa solenidade da Câmara, um cego se dispõe a ler a bíblia, e o faz com perfeição.

Conforme pude constatar no livro de Zacarias, a cidade de Gurupi permite uma vida tranquila e em harmonia com a natureza.

Conta o autor que, certa vez, a cidade sofreu uma ameaça de bomba. Suspeitaram até mesmo de Osama Bin Laden. Logo constataram que a ameaça era real, mas ela vinha de uma bomba d’água esquecida sobre a mesa de uma agência da bancária!

Destaco também as fotos que enriquecem cada crônica apresentando ângulos da cidade, de sua vida passada, da atual e de alguns monumentos e pontos turísticos.

Apesar da tendência ao hilário, o livro é sério. Todo cidadão consciente, que domina o idioma, deveria seguir o exemplo de Zacarias e fazer uma leitura crítica de sua cidade. Assim se poderia chegar a uma vida mais feliz.

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Haron Gamal  é Doutor em Literatura Brasileira pela UFRJ,  professor de Literatura da Fafima (Faculdade de Ciências e Letras de Macaé) e professor de português do Estado do Rio de Janeiro. Leciona Português e lLteratura para o Ensino Médio. Colabora no JB online e no Globo.

Monumento da Entrada Sul de Gurupi, inaugurado em 1998,  na gestão do prefeito Tadeu Gonçalves e demolido na gestão do prefeito João Cruz

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Histórias de Gurupi novamente no vestibular do Centro Universitário Unirg

Maio 15, 2010

Quem disse que Gurupi não tem histórias pra contar? Tem, sim, e muita. O que não falta na cidade é contador de histórias. Foi por isso que publiquei o meu sétimo livro “Histórias da História de Gurupi”, reunindo uma seleção de crônicas sobre o cotidiano desta que é considerada a Capital da Amizade.

O curioso é que mesmo não tendo nascido aqui e, assim como muita gente que mora na cidade, passei a viver em estado de gurupiense, pois fiquei perdidamente apaixonado por esta cidade, com a qual, me identifico entre tantas e tantas emoções.

Foi por essas e outra razões, não tanto por vaidade, mas sim, por orgulho, que tive a grata satisfação de ser informado que a Banca de Língua Portuguesa novamente utilizará o meu livro na elaboração das provas do Processo Seletivo do Vestibular do Centro Universitário UnirG.

Diante dessa informação, não perdi tempo. Já estou visitando cursinhos pré-vestibulares e escolas, fazendo palestras e discutindo com alunos e professores os vários aspectos desse meu trabalho literário.

O livro custa R$ 25,00 o exemplar, já incluindas as despesas postais de envio via Correios. Para comprá-lo é só fazer a solicitação via e-mail para zacamartins@gmail.com.

Histórias de Gurupi no 6º Salão do Livro

Março 22, 2010

No espaço do Café Literário do 6º Salão do Livro Tocantins, estive lançando na tarde de sábado, 20 o meu livro “Histórias da História de Gurupi”. No ano passado, a obra foi foi indicado para o exame vestibular do Centro Universitário UnirG.

Publicado pelas Edições AGL – um selo editorial da Academia Gurupiense de Letras-,o livro reúne onze crônicas contendo temas distintos. O elo entre esses temas realiza-se no discurso recorrente centrado na crítica política e social, fruto do conflito entre o mundo ideal e o mundo real, sob o ponto de vista do autor.

Grande público prestigiou o 6º Salão do Livro Tocantins

Considerado um dos mais importantes eventos literários da região Norte/Nordeste do País, o 6º Salão do Livro do Tocantins, conta com uma estrutura 10.800 m², montada na Praça dos Girassóis, no centro de Palmas.

Escritores Juarez Moreira Filho, Eduardo Almeida (Presidente da Academia Tocantinense de Letras), Belinha, João Portelinha (Presidente da Academia Palmense de Letras), este blogueiro e Osmar Casagrande, gerente de Literatura da Fundação Cultural do Tocantins

Mais de 500 editoras foram instaladas em 115 estandes, apresentando ao público visitante mais de 80 mil títulos. A expectativa é de que o 6º Salão Livro do Tocantins supere os recordes de público, de eventos e de comercialização de livros, gerando milhares de postos de trabalho diretos e indiretos.

Apresentação do livro "Histórias da História de Gurupi"

O 6º Salão do Livro do Tocantins entra definitivamente para o calendário dos grandes eventos literários do País, sendo uma oportunidade de diversão, informação e cultura para as famílias tocantinenses.

Contando um pouco das histórias de Gurupi

Eduardo Almeida, presidente da Academia Tocantinense de Letras

O evento teve ampla divulgação de várias emissoras de TV

Vista panorâmica do 6º Salão do Livro Tocantins - 2010

“Árvore milagrosa”

Janeiro 16, 2010

Corria o ano de 2001 quando mais um fato curioso chamou a atenção dos moradores de Gurupi e reacendeu a chama da esperança nos coração de muita gente.

Uma árvore no canteiro central da avenida Mato Grosso com a rua 2, e que estava com boa parte de sua galhada seca, de uma hora para outra, começou a jorrar água por meio de um buraco em seu tronco. Tal “fenômeno” foi visto por muitos como um verdadeiro milagre.

Não faltou quem se ajoelhasse aos pés da árvore para fazer uma prece e solicitar uma graça. Afinal, para quem tem fé, a esperança é a última que morre.

As pessoas chegavam de tudo que é canto da cidade. Algumas traziam até garrafas para levar para cassa aquilo que consideravam de “líquido milagroso”. Outras, juravam que depois de terem tomado dessa água, tinha ficado curadas de alguma enfermidade. Dezenas de pessoas passavam os dias a observar a árvore que derramava água em abundância e já estava sendo apontada como milagrosa.

O reboliço estava grande. Teve até quem acendeu algumas velas no local. Até o meu compadre, Bené de Sena, que sempre se destacou por seu espírito empreendedor, mas que naquele momento se encontrava sem serviço, me confidenciou que pretendia engarrafar um pouco dessa água para vender bem baratinho na Feira da Rua 7, aos domingos.

Três dias depois do ocorrido, chegam ao local dois operários da Cpmanhia de Saneamento do Tocantins, e pedem as pessoas que se afastem um pouco e, sem cerimônia alguma, começam a cavar no asfalto., próximo Pa árvora. Consertam um vazamento na tubulação da adutora e vão embora.

E foi assim, como um milagre, a água parou de jorrar da árvore. As pessoas se afastaram silenciosamente do local e ninguém mais falou sobre esse assunto.

Historiografia crítica é tema de palestra no Centro de Ensino Médio Bom Jesus, em Gurupi

Outubro 30, 2009
PALESTRA NO CEM BOM JESUS 30.10.2009.  5No registro fotográfico, este blogueiro aparece ao lado do professor Pedro Amorim, a quem agradece pela acolhida recebida.

Na manhã desta sexta-feira, 30, estive  no auditório do Centro de Ensino Médio Bom jesus, em Gurupi, para proferir a palestra Historiografia  Crítica no  Livro Histórias da Historia de Gurupi.  O público alvo foram os alunos que estão concluindo o segundo grau e  já se preparando para encarar o exame vestibular.

Convém lembrar que o Centro Universitário UnirG adotou o meu livro como obra de consulta para o vestibular  2010-1.

PALESTRA NO CEM BOM JESUS 30.10.2009.  3

A palestra transcorreu em ritmo de muita descontração